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A Arte em suas múltiplas formas de expressão
A arte, antes
mesmo de existir escola, era utilizada como meio de comunicação do homem, um
modo de transmitir seu conhecimento, contar suas vivências, suas experiências.
Os homens
primitivos já utilizavam da arte ao pintar suas cavernas, como forma de se
comunicar acerca daquilo que tinham vivenciado, e mesmo sendo um material
informativo podia-se observar que seus sentimentos, medos, frustrações
encontravam-se imprimidos em sua expressão.
Os homens da
Grécia antiga, na figura de seu escravo mais famoso, Esôpo, contavam histórias,
fábulas como conhecemos hoje, para que através destas pudessem transmitir sua
mensagem a um número maior de pessoas, e que principalmente estas mensagens
fossem bem compreendidas, independente da escolaridade, idade, ou posição
social. Além disto, produziam a reflexão sobre o assunto tratado.
Também na Grécia
antiga através de seu teatro, representados por suas tragédias e comédias, o
homem procurava dar sentido a sua vida, a suas dores e as suas alegrias. Teatro
este tão bem fundamentado em sua literatura que até os dias de hoje são
utilizados pela nossa psicologia para interpretar os sentimentos, as ações
humanas.
O mesmo teatro, que
na idade média foi apropriado pela Igreja, que através de seus Autos e Farsas, tentava
doutrinar seu povo inculto, trazendo para eles ensinamentos religiosos e lições
de moral.
Tribos indígenas
trazem em sua dança, aliadas com suas músicas, formas de festejar, agradecer a
seus deuses e até formar místicas de representações, buscando alcançar o transcendente
e de trazer benefícios para si. O mesmo ocorrendo nas populações de origem
africana.
O primeiro a fazer um
instrumento, dando nova forma a uma pedra para faze-la servir ao homem, foi o
primeiro artista. O primeiro a dar nome a um objeto, a individualiza-lo em meio
à vastidão indiferente da natureza, a marca-lo com um signo e, pela criação
linguística, a inventar um novo instrumento de poder para os outros homens, foi
também um grande artista. O primeiro a organizar uma sincronização para o
processo de trabalho por meio de um canto rítmico e aumentar, assim, a força
coletiva do homem, foi um profeta na arte. O primeiro caçador a se disfarçar,
assumindo a aparência de um animal para aumentar a eficácia da técnica de caça,
o primeiro homem da idade da pedra que assinalou um instrumento ou uma marca ou
um ornamento, o primeiro a cobrir um tronco de árvore ou uma pedra grande com
uma pele de animal para atrair animais da mesma espécie – todos estes foram os
pioneiros, os pais da arte (Fischer 1976, p.42).
E nós, como
estamos utilizando nossa arte? Nossa arte tem sido monetarizada, trancada em museus, cinemas, estádios… Sim,
para termos acesso a arte de qualidade hoje precisamos pagar… Restando a
cultura em massa, feita com o intuito único de manobrar os incultos, uma arte
barata e superficial, sem muito conteúdo ou aprendizado.
Há também aquela
arte considerada “barata”, desprovida de maiores informações culturais ou
sociais, meramente para diversão de seus expectadores, onde informações são
empurradas para a sociedade como a verdade absoluta. Seria isto realmente a
verdadeira face da arte nos dias de hoje?
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